Há 2000 anos, o povo de Israel vive mergulhado em conflitos armados. Na semana passada, uma nova guerra, desta vez com o Líbano, intensificou-se, com a mídia expondo com maestria os horrores da guerra.
Milhares de civis, entre eles crianças e mães assassinadas, bairros inteiros reduzidos a pó, resultado de intensos e incessantes bombardeios em cidades de ambos os países perpetuam a delicadíssima e explosiva situação do Oriente Médio.
Israel é notadamente a maior potência militar daquela região do planeta. Nem de longe lembra a Israel dos tempos bíblicos, onde Deus os livrava do perigo através de milagres, como a abertura do Mar Vermelho, as colunas de fogo no deserto, a chuva de maná, entre outros.
O Antigo Testamento traz o relato das vidas dos patriarcas, seres humanos de extraordinária bondade, coragem, fé, determinação e força, exemplos de homens e mulheres a serem seguidos nos dias de hoje.
A Cabala nos adverte que o Antigo Testamento – a Torá, em hebraico, não deve ser apenas interpretada no sentido literal da narrativa, por existirem mensagens codificadas nas entrelinhas dos textos, de imensa riqueza espiritual para toda a Humanidade.
A palavra Israel aparece pela primeira vez nos textos bíblicos quando Jacob luta contra um anjo. “Israel” significa “aquele que luta com Deus, ao lado de Deus”, e desde então passa a ser o nome de Jacob.
A Cabala nos ensina que durante a árdua luta contra o anjo, Jacob lhe pergunta o nome. A resposta que obtém do anjo é: “Porquê você quer saber o meu nome?”.
Se fôssemos aceitar apenas o texto em seu sentido literal, entenderíamos que o anjo apenas questiona a importância da pergunta. Mas a Cabala nos aconselha a buscarmos além das aparências. A resposta dada pelo anjo é clara: “Porquê você quer saber meu nome” é o próprio nome do anjo.
No caso de Jacob, esse anjo é o seu próprio ego, sua contrapartida negativa. Seus próprios demônios interiores.
Quando Jacob vence seu ego, torna-se Israel, aquele que luta ao lado de Deus.
Israel é um estado de consciência, e qualquer pessoa, independente da religião que for, pode atingí-lo, bastando para isso apenas a vivência do Amor incondicional.
Os cabalistas não apóiam Israel nem o Líbano. Não apóiam o sionismo, nem a ONU.
A Cabala apóia e incentiva o entendimento e a boa vontade entre os povos, o amor incondicional entre os seres. A mensagem que nos deixa a Cabala é que encontraremos a paz quando eliminarmos as barreiras entre os homens.
Quando uma mãe israelense chorar pela morte de uma criança palestina e uma mãe palestina chorar pela morte de uma criança israelense, teremos começado a caminhar pela paz mundial.
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