Wednesday, October 11, 2006

BIODIVERSIDADE, O PAPEL DE TODOS NÓS

O buraco na camada de Ozônio já é três vezes e meia do tamanho do Brasil. Rios no mundo inteiro vêm sendo poluídos há mais de um século, e hoje muitos precisariam de anos para recuperar as condições anteriores às da Revolução Industrial.

As geleiras antárticas derreteram, só este ano, um volume igual à da região sul do Brasil (as áreas de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul).

A temperatura global subiu em alguns graus, apontando para um irreversível processo de aquecimento do planeta, que acarretará na extinção de muitas espécies vegetais e animais.

Baleias, golfinhos, e mamíferos de peles cobiçadas são caçados de forma predatória, ignorando as proibições determinadas pelas leis de vários países.

Nunca, na história da civilização, se discutiu tanto o assunto meio ambiente. Mas o Tratado de Kyoto não foi assinado por todos ainda.

As razões que levaram o homem a destruir o planeta se resumem ao seu egoísmo e à sua miopia espiritual.. Ambos motivos são incrivelmente nocivos, tanto para o meio ambiente como também para o próprio ser humano.

O egoísmo tenta justificar a matança de animais, rios e florestas com a desculpa de que “é o preço do progresso”. Os fins justificam os meios. Não é bem assim.

Reciclar é iniciativa de muitos poucos, ainda. Mesmo assim, é pouco, porque é uma forma de reduzir a depredação ambiental. Mas o que podemos fazer para recuperar o que foi perdido?

O que quis dizer com miopia espiritual? Suponhamos que eu e você estejamos navegando num barco, e que eu tenha decidido fazer um furo no assoalho, bem debaixo do meu assento.

Você me perguntaria: “O que está fazendo, está louco?”, e eu responderia: “Isso é problema meu, não se meta”.

Acontece que, não importa em que lugar do assoalho fazemos o furo, o barco acabará afundando. E é isso que o homem não vê.

Ter uma visão mais precisa do Universo é tarefa imprescindível para se criar uma consciência ecológica. Entender que somos parte integrante no cosmos, assim como uma gota de chuva, o vento no deserto, a mariposa e o lobo, as estrelas e a areia no fundo do mar.

Menores que o Sol, maiores que um inseto; nossa dádiva deve ser sempre lembrada: somos os únicos seres que ganharam de Deus o livre-arbítrio. O poder de escolher como serão as nossas vidas.

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